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Coco Chanel + Filme Coco antes de Chanel

Gabrielle Bonheur Chanel

Considerada por todos os profissionais da alta costura a estilista francesa de maior prestígio e a mais famosa do século, tendo influenciado o mundo da moda durante décadas seguidas. Seus vestidos transformaram a roupa em arte e suas inovações assombraram o mundo da moda na década de 20. Era conhecida como Mademoiselle, por nunca ter se casado, embora seus casos amorosos tenham ficado famosos. Na infância foi abandonada pelo pai juntamente com quatro irmãos, órfã e pobre, criada num orfanato (internato) fez da elegância algo mais importante que o berço.

Gabrielle Bonheur Chanel, completaria 133 em 2016, nascida em 19/08/1883, ficou órfã de mãe e foi abandonada pelo pai. Foi para um pensionato (internato/orfanato) da cidade francesa de Auvergne, sendo levada de sua cidade natal. Ela aboliu os vestidos armados, a favor de um jeito de se vestir prático e confortável, criou roupas e acessórios que hoje se encontram expostos em museus, sempre preferiu o trabalho á conveniência de um casamento e montou sozinha um império equivalente a 4,5 bilhões de dólares em valores de 1990.

Em sua certidão de nascimento, preenchida por dois funcionários de um hospital para indigentes da cidade de Saumur, oeste da França, consta que, no dia 20 de agosto de 1883, nasceu uma criança do sexo feminino, filha de Jeanne Devolle, 19 anos, e de Albert Chanel, 27 anos, “um casal casado”. Mas o pai estava ausente e as testemunhas não assinaram o ato, porque não sabiam como fazê-lo. E, na verdade, embora Gabrielle fosse a segunda filha do par de interioranos, eles ainda não eram casados.A modista abominava sua condição de bastarda. Negava a existência dos irmãos e chegava a dar-lhes uma razoável quantia para que jamais emergissem de sua condição de pequenos negociantes. Nunca alguém ousou desmascarar na sua frente as histórias rocambolescas que ela inventava para falar de sua origem. “Nasci naquele sanatório por acaso, porque minha mãe passou mal na rua”, contou certa vez. “Nasci durante uma viagem, num vagão de trem”, arriscou em outra ocasião.

Etienne Balsan e Chanel

Trabalhava cantando em um bar onde conheceu Etienne Balsan, que a levou a Paris, foi lá onde seus chapéus começaram a ganhar fama, e foi em Paris que também conheceu seu grande amor Arthur Capel, conhecido pelos mais íntimos também como Boy Capel .

 

Boy Capel e Chanel

 

 

O belo Arthur Capel, mais conhecido pelo apelido Boy, inglês amigo de Balsan, parecia compreender a moça. Ele viu Coco pela primeira vez numa caçada em Pau, no sudoeste da França e acabou conquistando-a. “Estou partindo com Boy Capel para Paris. Desculpe, mas eu o amo”, ela escreveu no bilhete para o dono de Royallieu. Nada impediu, porém, que Coco e o ex-amante continuassem amigos — ou mais do que isso. Na verdade, durante dois anos, ela namorou os dois homens: Balsan chegou a emprestar-lhe um apartamento, no centro da capital francesa, para que iniciasse o seu comércio; Boy Capel adiantou-lhe o dinheiro. O ano era 1909. Antoinette, a irmã preferida, e Adrienne, uma tia com a sua mesma idade, ajudaram-na na divulgação, usando seus chapéus de manhã até a noite. “As mulheres, às vezes, vinham ao ateliê só para me ver de perto”, contou anos mais tarde. “Eu era um bicho curioso, com um chapéu de palha sobre a cabeça e uma cabeça sobre os ombros.

“Os canotiers, nome desses chapeuzinhos, terminaram ilustrando uma página inteira da influente revista Les Modes. Para aumentar seu prestigio, Chanel assinou o penteado e os chapéus da atriz Gabrielle Dorziat, sua amiga dos tempos de Royallieu, que estrelava a peça Bel Ami, baseada no romance do célebre escritor francês Guy de Maupassant. Foram dois empurrões decisivos para, em 1911, a modista abandonar o pequeno estúdio e abrir sua primeira loja, mais uma vez com a ajuda financeira de Boy, no número 31 da rue Cambon, paralela ao famosíssimo Faubourg Saint Honoré, a alameda parisiense das grandes grifes. Ainda hoje, o costureiro Karl Lagerfeld assina as criações da marca Chanel no mesmo endereço.Numa das muitas entrevistas que concedeu, Coco explicou o sucesso de suas lojas da seguinte maneira: “Minha fortuna foi construída em cima daquela malha velha que eu vesti porque fazia frio em Deauville”. Ela se referia ao balneário, à beira do Canal da Mancha, que servia de refúgio aos amantes das corridas de cavalos, tanto ingleses quanto franceses.

O hotel mais requintado era o Normandy, onde Boy e Coco, considerados o casal da moda, alugaram a suíte mais luxuosa, para passar uma temporada. Ela já era conhecida como modista — termo usado para designar os criadores de chapéus e penteados. Então, certa manhã, Coco decidiu que não vestiria uma malha do namorado, tipo suéter, pela cabeça. Quem sabe por capricho, cortou-a na frente, improvisando uma gola e um cinto com retalhos do mesmo tecido e, suprema subversão, dois enormes bolsos — “na altura exata em que as mãos gostam de descansar”, descreveu. Graças à diferença de estatura, a roupa de Boy, totalmente reformada, caia como se fosse um vestido. “Todos me perguntavam onde eu o havia comprado e eu respondia: “Se quiser, vendo um desses para você”. Com isso, acabei vendendo dez modelos iguais”. A partir daí, Chanel deixava de ser apenas modista, no antigo conceito da palavra, para se transformar em estilista.Naquele mesmo ano, 1913, inaugurou uma loja em Deauville, com estrondoso sucesso.

Não era para menos: o casal Coco e Boy acabava de criar a roupa esporte, como divulgavam os colunistas. Até então, mesmo para um passeio na praia, as “fruteiras” na cabeça eram de bom-tom. Os espartilhos comprimiam as cinturas das mulheres e os vestidos se arrastavam na areia. “Uma moda totalmente inadequada”, criticava Coco. Na loja, ela vendia blusas com golas rulês, inspiradas nas roupas dos marinheiros, feitas de malha e de tricô — antes consideradas pouco nobres. Como repetiria depois, criando os tailleurs de tecido tweed, ela transformava a indumentária masculina em clássicos da moda feminina. Como se não bastasse as peças que desenhava, o comportamento despojado e provocador daquela mulher de 30 anos contribuía para que se tornasse uma celebridade. Por exemplo: era uma das únicas mulheres que se banhavam na praia, sempre vestida com um maiô um tanto pudico, feito com suéteres que tomara emprestados de Boy.A efervescência cultural ainda não anunciava os prenúncios da guerra, que explodiria em 1914 e mataria 8,5 milhões de pessoas em quatro anos.

Quando Capel foi convocado para lutar sob a bandeira britânica, sua primeira atitude foi mandar um telegrama para a amante. Nele, instruía Coco a não fechar a butique. De fato, a Gabrielle Chanel Modas foi a única loja a permanecer aberta na cidade de Deauville durante a Primeira Grande Guerra. Quando as tropas inimigas estacionaram a apenas 30 quilômetros de Paris, a capital francesa ficou deserta. As damas da sociedade, obrigadas a abandonar suas mansões e apartamentos suntuosos, partiram para as cidades de veraneio. A Côte d’Azur, a costa no sul do país, hoje bastante badalada, ainda não era um lugar frequentável pelos ricos. Mas Deauville sim. Sem motoristas nem mordomos, elas precisavam de roupas confortáveis, que facilitassem longas caminhadas a pé, por exemplo. Além disso, a época era de austeridade — ninguém queria ostentar vestidos extremamente sofisticados. A etiqueta Chanel atendia a essas novas necessidades.

Boy e Coco aproveitaram quinze dias de licença dele para abrir, em tempo recorde, mais uma loja, dessa vez na próspera Biarritz, na costa do Atlântico e a poucos quilômetros da fronteira com a Espanha. Em 1916, Coco já chefiava um exército de trezentos funcionários. Seus folgados vestidos de jérsei, um tecido barato, cujo fornecedor temia não vender para mais ninguém — ao menos, para confeccionar roupas femininas —, eram encomendados às dezenas pela corte de Madri. Custavam 7000 francos na época, equivalentes a cerca de 2 100 dólares de hoje. Além disso, Coco continuou a inventar moda fora do guarda-roupa. Cortou os cabelos na altura do queixo, como apenas as atrizes tinham ousado fazer; foi a primeira frequentadora da alta sociedade a exibir a pele bronzeada pelo sol; finalmente, diminuiu o comprimento das saias, que passaram a mostrar os tornozelos.Ganhou muitos amigos, como o pintor espanhol Pablo Picasso (1881-1973) e o extraordinário bailarino russo Nijinsky (1890-1950). Sua confidente — e também ex-amante num escandaloso caso homossexual — Era a esfuziante Misia Sert, uma das modelos prediletas do pintor francês Renoir, que vivia circulando pelo meio artístico europeu.

O poeta Jean Cocteau deveu a Coco dezenas de tratamentos de desintoxicação viciado em ópio e pobre, ele recebeu uma mesada da amiga, até morrer em 1963, aos 74 anos. Com o compositor russo Igor Stravinsky (1882-1971), a estilista teve um romance que durou alguns meses e, depois, tudo terminado, ganhou mais um bom amigo. No entanto, Coco perdeu Arthur Capel. Boy queria coroar sua carreira de diplomata unindo-se à filha de um lorde inglês, Diana Lister Wyndham. Um ano depois do casamento e do fim da guerra, na véspera do Natal de 1919, ele morreu num acidente de carro. Então, Coco pendurou panos pretos nas paredes de seu quarto e cortinas da mesma cor nas janelas. A cena dramática durou minutos. Logo, ela gritou para o mordomo: “Depressa, tire me deste túmulo”.Para comemorar seus 40 anos, em 1923, Coco lançou aquele que seria o perfume mais famoso de sua grife, o

Chanel N.° 5. “Uma mulher que não usa perfume não tem futuro”, repetia as palavras do poeta francês Paul Valéry (1871-1945). O químico Ernest Beaux usou nada menos que oitenta substâncias para satisfazer as exigências de Chanel e acabou lhe apresentando oito amostras diferentes. A escolhida por Mademoiselle foi a número 5 — daí o nome que, junto com o frasco de linhas simples, revolucionou a indústria de perfumaria. Três anos mais tarde, surgia outro ícone de Chanel: o tradicional vestidinho preto de crepe com mangas justas e compridas, que ela aconselhava todas mulheres a ter no armário, como garantia de elegância. As clientes estavam acostumadas a comprar peças quase exclusivas e, muitas delas, hesitaram em levar para casa o modelo simples, aparentemente fácil de ser reproduzido. A edição americana da revista Vogue tratou de tranquiliza-las, comparando o “pretinho” de Chanel com outro símbolo de status da época: o Ford. “Alguém não compraria um carro sob o pretexto de que ele não se diferencia de outro da mesma marca? Ao contrário. Essa semelhança garante sua qualidade”, saiu publicado.O segundo homem que Coco amou foi Hugh Richard Arthur Grosvenor, duque de Westminster e, sem dúvida, a maior fortuna da Inglaterra.

A estilista se inspirou em seus trajes para criar o tailleur, o blazer feminino usado com saia, sobre o qual suas manequins carregavam colares de pérolas falsas e outras bijuterias barrocas — enquanto, nas ruas, as mulheres não arriscavam comparecer a um compromisso elegante sem usar enfeites de pedras preciosas. “Deve-se misturar o falso com o verdadeiro”, sentenciou Coco Chanel. “Pedir a alguém que só use jóias verdadeiras é como pedir que se cubra apenas com flores de verdade, no lugar de vestir uma roupa estampada florida.”Foi o duque que apresentou Coco ao primeiro-ministro britânico Winston Churchill, quando a Europa passou a enfrentar uma nova tragédia: a Segunda Guerra Mundial. Graças a esse contato, a estilista se embrenhou numa grotesca operação, chamada modelhut, “chapéu da moda” em alemão. A França tinha assistido perplexa à marcha dos soldados de Hitler sob o Arco do Triunfo, em Paris. As butiques Chanel estavam todas fechadas e à venda só se encontravam os frascos de N.° 5 Coco mudou sua residência para o Hotel Ritz — onde viveu até morrer —, que então também hospedava o alto comando alemão. Uma ligação amorosa com o cartunista Paul Iribe semeou em sua mente, antes alienada dos assuntos políticos, idéias próximas do nazismo, segundo as quais não havia maiores problemas na presença germânica.

Coco estava certa de que poderia convencer Churchill a “ao menos ouvir” uma proposta de paz alemã. Por isso, viajou a Madri, na esperança de se encontrar com o primeiro-ministro na embaixada britânica. O encontro nunca aconteceu. Mas o envolvimento com os alemães lhe valeu três horas de interrogatório, suspeita de ter colaborado com o pessoal de Hitler.Dos tempos de guerra até 1953, as lojas Chanel permaneceram com portas cerradas, por decisão da proprietária, que passou uma longa fase longe dos desfiles. Só aos 70 anos, ela reinaugurou seu ateliê, sem precisar de esforço para conquistar clientela. Ali, trabalhou diariamente oito horas, durante dezesseis anos, Inclusive aos sábados. Mas foi num domingo, 10 de janeiro de 1971, que Coco Chanel morreu — um dia da semana que ela dizia odiar: “Só aos domingos eu não invento nada” justificava.

A mulher que incansavelmente criava estilo e elegância para outras mulheres era, antes de tudo , uma perfeccionista. Falando muito, com uma tesoura nas mãos, era capaz de passar até 10hs seguidas em busca do exato efeito de um modelo e era capaz de recomeça-lo tantas vezes quanto fosse necessário, até atingir o ponto que considerava ideal.

Chanel foi uma figura presente em sua Maison até sua morte aos 87 anos dia 10 de janeiro de 1971, e até hoje é inspiração dos que continuam a manter sua marca em plena atividade. Verdadeira lenda, Chanel mantém milhões de fiéis seguidoras em todo mundo, mulheres que não deixam de reconhecer nas criações que levam seu nome, atualmente criadas pelo estilista Karl Lagerfeld, uma classe inigualável. Avaliação que ela certamente aprovaria.

Frases Coco Chanel:

“Sou contra a moda que não dure. É o meu lado masculino. Não consigo imaginar que se jogue uma roupa fora, só porque é primavera.”

“Vista-se mal e notarão o vestido. Vista-se bem e notarão a mulher.”

“A moda sai de moda, o estilo jamais.”

“Para ser insubstituível, deve-se sempre ser diferente.”

“A moda virou uma piada. Os designers se esqueceram que existe mulheres dentro das roupas. A maioria das mulheres se veste para os homens e quer ser admirada. Mas elas também precisam andar, entrar num carro sem arrebentar a costura! Roupas têm que ter uma forma natural.”

“Uma mulher possui a idade que merece.”

“Eu não entendo como uma mulher pode sair de casa sem se arrumar um pouco – mesmo que por delicadeza. Depois, nunca se sabe, talvez seja o dia em que ela tem um encontro com o destino. E é melhor estar tão bonita quanto for possível para o destino.”

“Uma mulher precisa de apenas duas coisas na vida: um vestido preto e um homem que a ame.”

“A mulher que não usa perfume não tem futuro.”

“A força se consegue com fracassos e não com os sucessos.”

“Uma moda que não chega às ruas não pode ser chamada de moda.”

“Uma moça deve ser duas coisas: elegante e fabulosa.”

“A mulher tem que saber a hora exata de sair de cena. Mesmo que essa hora for muito dolorosa.””

“Moda é arquitetura: é uma questão de proporções.”

“Já que tudo está na nossa cabeça, é melhor a gente não perdê-la.”

“A moda não é algo presente apenas nas roupas. A moda está no céu, nas ruas, a moda tem a ver com idéias, a forma como vivemos, o que está acontecendo.”

“Não importa o lugar de onde você vem. O que importa é quem você é! E quem você é? Você sabe?”

“Elegância é tudo aquilo que é belo, seja no direito seja no avesso.”

“Quem não gosta de estar consigo mesmo em geral está certo.”

“A moda reivindica o direito individual de valorizar o efêmero.”

Filme: “Coco antes de Chanel”

 

Espero que tenham gostado, se vocês gostaram deixe nos comentários do que mais vocês querem ver aqui nessa série.

Um beijo fiquem com Deus e até a próxima!

2 thoughts on “Coco Chanel + Filme Coco antes de Chanel”

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