#paposério

Porquês? #paposério

Olá amores, tudo bem com vocês?

Vamos falar hoje sobre esse assunto que hoje esta sendo muito falado, que apesar de acontecer a muito tempo, esta sendo veiculado nas mídias televisivas e nas redes sociais porque aconteceram alguns casos que chamaram a atenção de alguma forma. Porém, muito se esquece de que esse problema é mais comum do que se imagina e existem muitos outros casos que vão além de jogos e desafios. Então, vamos lá falar e entender mais sobre esse assunto, torcer para que não seja esquecido daqui uns dias, mais que sim; pessoas que pensam em tirar a própria vida, possa procurar ajudar e que a sociedade não ache que é “frescurinha” da pessoa.

Esse assunto está bem falado e divulgado hoje devido ao jogo’baleia azul’ e vou explicar pra vocês sobre esse jogo daqui a pouco, e por causa da série do NETFLIX 13 reason why, que eu vou falar aqui também. Talvez você esteja pensando: “Nossa Débora você esta atrasada nesse assunto!”. Mas calma essa é a primeira, mais não a última vez que eu vou falar sobre esse assunto, aliás nenhum desses assuntos mais sérios que eu falar aqui no blog, será falado e divulgado só uma vez e nem só aqui pelo blog. Sempre que eu puder e que se fizer necessário, eu estarei divulgando e falando desses assuntos aqui, nas minhas redes sociais, no youtube e onde for necessário, afinal, a minha vontade desde que eu criei o blog é de poder ajudar quem precisa e fazer com que as pessoas vejam que sempre tem uma saída, mesmo que pareça difícil, sempre tem uma saída.

 

 

“Quando uma pessoa pensa em suicídio, ela quer matar a dor, mas nunca a vida.”

Augusto Cury

 

O termo suicídio foi utilizado pela primeira vez em 1737 por Desfontaines, cujo significado tem origem no latim, na junção das palavras sui (si mesmo) e caederes (ação de matar), ou seja, é um ato que consiste em pôr fim intencionalmente à própria vida.

Nessa visão geral, define-se suicídio como um ato voluntário em que um indivíduo possui a intenção e provoca a própria morte, podendo ser causada entre outros fatores por um elevado grau de sofrimento, que tanto pode ser verdadeiro ou ter sua origem em algum transtorno psiquiátrico como a psicose aguda ou a depressão delirante ou outro transtorno efetivo.

Ação fatal contra si, geralmente premeditada, às vezes deflagrada por crise emocional ou desespero. Praticada por homem ou mulher e até por animal. Em algumas situações críticas, o escorpião finca o ferrão em si mesmo.Grandes personagens, Para o bem ou para o mal, eles foram autores de grandes feitos. Nas artes, na política ou na guerra, marcaram seus nomes nas páginas dos livros de História. Mas decidiram tirar a própria vida e, de diversas maneiras, cometeram suicídio. Vargas, Hitler, Hemingway.

Sêneca

Um dos maiores pensadores e intelectuais do Império Romano “foi suicidado”. Como assim? Acusado de ter participado de uma conspiração que planejava o assassinato de Nero, Sêneca foi obrigado a cometer suicídio. Diante de amigos e de sua mulher, o pensador cumpriu a sentença, cortando os próprios pulsos e sangrando até a morte. Era 65 D.C.

Virgínia Woolf

A escritora e ensaísta modernista passavam por um colapso nervoso, em 1941, quando decidiu interromper seu projeto literário e sua vida. Não tomou veneno e nem deu um tiro contra a própria cabeça. Vestiu um casaco largo, encheu os bolsos de pedras e entrou no Rio Ouse. Morreu afogada. Antes de morrer, escreveu uma última carta a Leonard Woolf, seu marido, explicando sua decisão:

Querido,

Tenho certeza que estou ficando louca novamente. Sinto que não conseguiremos passar por novos tempos difíceis. E não quero revivê-los. Começo a escutar vozes e não consigo me concentrar. Portanto, estou fazendo o que me parece ser o melhor a se fazer. Você me deu muitas possibilidades de ser feliz. Você esteve presente como nenhum outro. Não creio que duas pessoas possam ser felizes convivendo com esta doença terrível. Não posso mais lutar. Sei que estarei tirando um peso de suas costas, pois, sem mim, você poderá trabalhar. E você vai, eu sei. Você vê, não consigo sequer escrever. Nem ler. Enfim, o que quero dizer é que é a você que eu devo toda minha felicidade. Você foi bom para mim, como ninguém poderia ter sido. Eu queria dizer isto – todos sabem. Se alguém pudesse me salvar, este alguém seria você. Tudo se foi para mim, mas o que ficará é a certeza da sua bondade, sem igual. Não posso atrapalhar sua vida. Não mais. Não acredito que duas pessoas poderiam ter sido tão felizes quanto nós fomos.

Hitler (1945) e Eva Brauwn

Final da Segunda Guerra Mundial, a derrota alemã começa a se mostrar cada vez mais inevitável. Hitler, o líder alemão, estava com a saúde comprometida: passava por problemas cardíacos, era hipocondríaco, sofria de insônia. Estava em um esconderijo na cidade de Berlim. Em 30 de abril de 1945, diante da aproximação do Exército Vermelho, Hitler entregou a Eva Braun, sua esposa, um veneno mortal e, em seguida, se matou com um tiro. Antes de morrer, havia ordenado a que ateassem fogo em seu corpo e no de Eva. E foi o que aconteceu, enquanto soldados alemães faziam a saudação nazista.

Getúlio Vargas (1954)

Após ser eleito democraticamente em 1950, o “pai dos pobres” começou a sofrer uma série de perseguições. Em 1954, seu principal adversário, Carlos Lacerda, sofreu um atentado, o que colocou sua credibilidade ainda mais em xeque. No dia 24 de agosto do mesmo ano, Vargas disparou uma arma contra o próprio peito. Deixava a vida para entrar na História, como disse em sua carta-testamento, um dos documentos mais famosos da história do Brasil.

Ernest Hemingway (1961)

O suicídio era tema frequente na vida e na obra do escritor de O velho e o Mar, vencedor do prêmio Pulitzer e Nobel de Literatura. Seu pai, por conta de problemas financeiros e de saúde, havia se suicidado em 1929. Um dia, pelo correio, uma carta mudaria sua vida. Sua mãe, Grace, enviou-lhe a pistola com a qual seu pai havia se suicidado. Hemingway não sabia o que ela queria com a entrega. Em 1961, com hipertensão, diabetes e depressivo, pegou o objeto e o considerou como uma evidência do fim que se aproximava. Tomou um fuzil de caça e disparou contra si mesmo.

Personagem Bíblico

Judas, após beijar Jesus e o traí-lo logo após se suicidou.

A título de exemplo de suicídio temos o escritor japonês Ryunosuke Akutagawa, o qual se suicidou em 1927, aos 35 anos de idade. Em que escreve: Não tenho força para continuar a escrever, referido por Wolpert (2000, p.85).


Vamos aos índices:

 

Segundo a OMS cerca de 800 mil pessoas ao ano se suicidam no mundo, 1 morte a cada 40 segundos (Dados de 09/2015),

O site www.otempo.com.br a cada 45 minutos em média 3 pessoas se matar e no mesmo intervalo de tempo uma delas conseguem tirar a própria vida.

No Brasil segundo a OMS acontecem cerca de 32 suicídios POR DIA (taxa superior ao da AIDS e da maioria dos tipos de câncer. A OMS diz que 9 de 10 casos poderiam ser evitados.

Só no Brasil cerca de 17% das pessoas já pensaram em suicídio. Se você pensa ou conhece alguém que pensa ou dá sinais de que irá cometer suicídio – LIGUE 141.

A faixa etária de suicídio que mais vem crescendo no Brasil é de jovens entre 14 e 30 anos.

Dados OMS:

75% dos casos de suicídio ocorrem em países de baixa e média renda.

O Brasil é o 8º país com mais suicídios – 11.821 casos em 2012. A Índia ocupa o primeiro lugar, com 258 mil casos.

Há mais mortes por suicídio do que por guerra e homicídios juntos.

Os métodos mais usados globalmente são o uso de pesticidas, armas de fogo e enforcamento.

A cada suicídio, 20 pessoas são impactadas pelo resto de suas vidas.


Mitos sobre o comportamento suicida

Erros e preconceitos vêm sendo historicamente repetidos, contribuindo para a formação de um estigma em torno da doença mental e do comportamento suicida. O estigma resulta de um processo em que pessoas são levadas a se sentirem envergonhadas, excluídas e discriminadas. O resumo a seguir ilustra os mitos sobre o comportamento suicida. O conhecimento pode contribuir para a desconstrução deste estigma em torno do comportamento suicida.

1. O suicídio é uma decisão individual, já que cada um tem pleno direito a exercitar o seu livre arbítrio. 

FALSO.

Os suicidas estão passando quase invariavelmente por uma doença mental que altera, de forma radical, a sua percepção da realidade e interfere em seu livre arbítrio. O tratamento eficaz da doença mental é o pilar mais importante da prevenção do suicídio. Após o tratamento da doença mental, o desejo de se matar desaparece.

2. Quando uma pessoa pensa em se suicidar, terá risco de suicídio para o resto da vida. 

FALSO.

O risco de suicídio pode ser eficazmente tratado e, após isso, a pessoa não estará mais em risco.

3. As pessoas que ameaçam se matar não farão isso, querem apenas chamar a atenção. 

FALSO.

A maioria dos suicidas fala ou dá sinais sobre suas ideias de morte. Boa parte dos suicidas expressou, em dias ou semanas anteriores, frequentemente aos profissionais de saúde, seu desejo de se matar.

4. Se uma pessoa que se sentia deprimida e pensava em suicidar-se, em um momento seguinte passa a se sentir melhor, normalmente significa que o problema já passou. 

FALSO.

Se alguém que pensava em suicidar-se e, de repente, parece tranquilo, aliviado, não significa que o problema já passou.  Uma pessoa que decidiu suicidar-se pode sentir-se “melhor” ou sentir-se aliviado simplesmente por ter tomado a decisão de se matar.

5. Quando um indivíduo mostra sinais de melhora ou sobrevive à uma tentativa de suicídio, está fora de perigo. 

FALSO.

Um dos períodos mais perigosos é quando se está melhorando da crise que motivou a tentativa, ou quando a pessoa ainda está no hospital, na sequência de uma tentativa. A semana que se segue à alta do hospital é um período durante o qual a pessoa está particularmente fragilizada. Como um preditor do comportamento futuro é o comportamento passado, a pessoa suicida muitas vezes continua em alto risco.

6. Não devemos falar sobre suicídio, pois isso pode aumentar o risco. 

FALSO.

Falar sobre suicídio não aumenta o risco. Muito pelo contrário, falar com alguém sobre o assunto pode aliviar a angústia e a tensão que esses pensamentos trazem.

7. É proibido que a mídia aborde o tema suicídio. 

FALSO.

A mídia tem obrigação social de tratar desse importante assunto de saúde pública e abordar esse tema de forma adequada. Isto não aumenta o risco de uma pessoa se matar; ao contrário, é fundamental dar informações à população sobre o problema, onde buscar ajuda etc.


Fatores de risco

Os dois principais fatores de risco são:

1. Tentativa prévia de suicídio

É o fator preditivo isolado mais importante. Pacientes que tentaram suicídio previamente têm de cinco a seis vezes mais chances de tentar suicídio novamente. Estima-se que 50% daqueles que se suicidaram já haviam tentado previamente.

2. Doença mental

Sabemos que quase todos os suicidas tinham uma doença mental, muitas vezes não diagnosticada, frequentemente não tratada ou não tratada de forma adequada. Os transtornos psiquiátricos mais comuns incluem depressão, transtorno bipolar, alcoolismo e abuso/dependência de outras drogas e transtornos de personalidade e esquizofrenia. Pacientes com múltiplas comorbidades psiquiátricas têm um risco aumentado, ou seja, quanto mais diagnósticos, maior o risco.


Perguntas frequentes:

Porque as pessoas cometem suicídio?

Geralmente é porque sentem medo. Medo de não ser amado, de não ser aceito, de ser julgado, de não corresponder às expectativas dos pais ou da sociedade, medo de morrer, medo de sofrer. O medo é o pior sentimento de todos, pois ele não existe no presente, somente no futuro. O medo é uma fantasia que criamos e que na maioria das vezes não acontece.

A campanha do Setembro amarelo foi criada há 3 anos para conscientizar as pessoas de falarem sobre o suicídio e ajudar a quem pensa em se matar.

Em 90% dos casos em que as pessoas pensam em suicídio, a morte pode ser evitada, é por isso que se deve sim falar sobre o assunto e saber que os psicólogos são os profissionais mais preparados para ajudar um suicida em potencial.

Porque nem todos podem ajudar uma pessoa que pensa em suicídio?

Os psicólogos conseguem prevenir cerca de 90% dos suicídios, enquanto as pessoas que não estudaram psicologia conseguem prevenir apenas 30% dos suicídios. Mesmo tendo muitas pessoas com boa vontade em ajudar quem está em risco de suicídio, as pessoas que pensam em tirar a própria vida estão muito sensíveis e vulneráveis e não precisam de alguém julgando seus atos ou mostrando o lado bom da vida. Pessoas sem preparação para lidar com essa situação podem colocam seus próprios valores e julgamentos sobre a vida e as situações que o outro está vivendo e isso é perigoso.

Pessoas que querem ajudar são sempre bem vindas, mas é preciso saber o limite de um conselho e uma ajuda profissional.

Como um Psicólogo pode ajudar?

O papel do psicólogo é traduzir os sintomas que as pessoas apresentam, as situações que vivem e os pensamentos que têm. O profissional ajuda a elaborar os problemas e a dar um novo significado ao sofrimento. O psicólogo te ajuda a ver todos os lados de uma situação, elaborar dores do passado e planejar um bom futuro. Nós sabemos que ninguém que se suicida quer morrer, as pessoas querem matar o sofrimento, por isso é tão importante a ajuda de um profissional. A morte não é a melhor saída.

Quais são os sintomas de alguém que pensa em cometer suicídio?

A pessoa falará sobre suicídio com alguém próximo.
Pode apresentar depressão, mas não necessariamente.
Pode apresentar esquizofrenia, mas não necessariamente.
Uso abusivo de drogas.
Casos de abuso sexual infantil e/ou na adolescência que não foram tratados.
Receber o diagnostico de uma doença grave.
Pessoas que não são aceitas pela sociedade, sofrem Bullying, que não se sentem amadas.
Adolescentes que sofrem uma grande frustração nos estudos ou em relacionamentos.
Qual o papel da família?

É muito difícil conviver com alguém deprimido, negativo e que está sempre reclamando e de mal humor. O papel da família é amar e apoiar essa pessoa apesar disso, mas muitas vezes, de tanto ouvir “vou me matar”, eles já não mais acreditam nisso e não têm mais paciência. O papel da família é procurar ajuda profissional, seria bom se todos pudessem fazer terapia, pois a família é um sistema afetado por todos os membros e se um vai mal, todos se afetam, mas o principal é que quem tem idéias suicidas tenha acompanhamento de um psicólogo.

O que fazer se você pensa em suicídio?

Saiba que você não está sozinho, a maioria das pessoas pensam em morrer quando estão no meio de um grande problema. Mas você não precisa morrer, precisa só resolver seu problema e saber que todos os problemas têm solução, talvez você não descubra sozinho, por isso os psicólogos estudam, pra te ajudar. Procure um, terapia tem todos os preços, até de graça (em universidades). Sem drama, peça ajuda, resolva seus problemas e siga em frente! Todas as vidas têm um ótimo propósito.

(Perguntas e respostas do site:http://luizafranco.com.br/)


Agora vamos lá, primeiro vamos falar sobre: ‘Baleia Azul’

Em primeiro lugar tenho visto muita gente nas redes sociais fazendo piadinha sobre isso, então, se você for um desses por favor… PARE!!! Isso não é uma brincadeira gente, e verdade ou não, cedo ou tarde a mídia vai esquecer dessa história e novos suicídios vão acontecer. Seja por causa de um jogo, por causa de uma série ou porque esta sofrendo por problemas familiares, na escola, no trabalho, ou seja lá onde for, o motivo não importa, o que importa é que isso não pode ser esquecido, ou apenas lembrado como um viral da web. Um caso que virou noticia um período do ano e depois só foi lembrado no retrospectiva de 2017.

Se você navegou pelas redes sociais nessa última semana, certamente ouviu falar que ele vem aterrorizando pessoas em todo o mundo, uma vez que resultou na morte de mais de 130 jovens e adolescentes, incluindo uma brasileira no Mato Grosso, que teria se jogado dento de uma represa.

Composto por mais de 50 desafios, o jogo consiste na resolução deles, que depois devem ser atestados por “curadores” dentro de grupos secretos nas redes sociais. O fato é que partes desses desafios podem causar severos danos físicos e mentais.

Fotos retiradas do site: http://www.jornalciencia.com/veja-quais-sao-os-50-desafios-de-baleia-azul-o-jogo-do-suicidio/

Estes desafios podem incluir coisas simples, como assistir a filmes de terror durante a madrugada ou atos mais intensos, que envolvem mutilação. Já o desafio final, como você já deve ter percebido, consiste no suicídio.

Dito isso, tendo em mente que o intuito da matéria é apenas ajudar a divulgar o problema para que os sinais sejam identificados pelos pais e responsáveis, abaixo colocamos os 50 desafios. Eles foram traduzidos e divulgados por usuários do Twitter, e você irá notar que algumas tarefas são secretas ou não foram decifradas porque estão em códigos.


Agora vamos falar sobre a série ’13 Reasons Why’

A série é muito boa na minha opinião de espectadora (não sou crítica de cinema, ok?!), ela é marcante, memorável e bem intensa, preocupante e de certa forma errada. Eu fiquei chocada, e muitas das cenas ainda não saíram da minha cabeça.

A série aborda uma vários temas muito bons á serem discutidos, além do suicídio, porém ela quebra uma série de regras do Manual de combate e prevenção ao suicídio, um documento feito pela OMS que ajuda á profissionais da área a abordarem o assunto de maneira a não incentivar e/ou ensinar a pessoas que estão passando por uma fase difícil de depressão ou propício a surtos psicóticos. A série aborda assuntos como, bullying, assédio e abuso sexual, estupro, depressão, uso de álcool e drogas, agressão, enfim.

Vou deixar aqui pra vocês o Manual de combate e prevenção ao suicídio caso vocês queiram ler:

counsellors_portuguese manual_

prevencao_suicidio_profissionais_saude

Existem alguns motivos para que a série seja alvo de crítica então vamos entender. Primeiro: A série segundo Carmita Abdo, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) incentiva e/ou inspiram jovens e adolescentes a cometerem o suicídio, segundo Carmita a série mesmos sem saber acaba dando munição para muitos indivíduos que sofrem de algum desiquilíbrio mental.Uma saída para a ficção é falar sobre o suicídio como algo que se pode combater, em vez de se afirmar somente que é um evento horrível
— Trata-se de uma ficção, um produto de entretenimento, mas que aborda temas sensíveis e que necessitam de um certo cuidado. Esse cuidado existiu, a produção contou com a consultoria de profissionais de saúde durante todo o processo — defende Amanda Vidigal, gerente de comunicação da Netflix no Brasil. — Mas vale lembrar que “13 reasons why” é uma adaptação do best-seller em que a cena do suicídio já era descrita de forma detalhada. O próprio autor disse que sua intenção era criar uma passagem desconfortável.

ROTEIRISTAS DEFENDEM SÉRIE

A Organização Mundial da Saúde (OMS), embora concentre-se na maneira como a imprensa deve relatar casos de suicídio, recomenda não mostrar fotos e vídeos do local ou mesmo revelar a forma da morte. No documentário exibido ao final da série, produtores e roteiristas se defendem:

“Muitas pessoas nos perguntaram por que nós mostramos Hannah se matando da forma como fizemos. Trabalhamos duro para que (a cena) não fosse gratuita. Queríamos que fosse difícil de ver, para ficar claro que não há nada que valha a pena (no suicídio)”, diz o showrunner Brian Yorkey.

Uma outra crítica recorrente a “13 reasons why” questiona o estado racional em que Hannah se encontra prestes a se suicidar. Apesar de mergulhada em depressão e apatia, ela planeja minuciosamente o ato e as suas consequências para as 13 pessoas que julga responsáveis pela sua morte.

— Pessoas se matam por razões variadas. Não é apenas um ato de loucura. Historicamente, parte dos suicídios é cometida por pessoas que pensaram minuciosamente e não viram outra solução. Não vejo incompatibilidade no ato da Hannah — argumenta o jornalista Arthur Dapieve, colunista do GLOBO e autor de “Morreu na contramão” (editora Zahar), que discute o “efeito Werther” (tese de que o suicídio, quando amplamente noticiado, torna-se “contagioso”) e identifica o suicídio como fenômeno racional. — Um exemplo é a carta de Getúlio Vargas, uma “obra-prima” da nossa literatura e ainda um gesto político. Estabelecer uma regra sobre como alguém se comporta não é coerente com a literatura sobre o assunto. A OMS aconselha abordar o tema, mas sem demonizar ou santificar o suicida. É aí que pode estar a falha da série.

Para a roteirista Renata Corrêa, tabus são o motor da ficção:

— É comum citar o efeito Werther como exemplo de como a ficção pode se tornar um gatilho para uma epidemia de suicídios, mas isso aconteceu poucas vezes na História. Ultimamente, termos como trigger warning (“alerta de gatilho”) estão se popularizando para avisar sobre conteúdos violentos e sensíveis. A série é um recado para as pessoas vivas e o que elas podem fazer quando alguém sofre. Qualquer assunto tabu deve ser trazido para a luz. O silêncio e o mistério podem ser muito mais nocivos.

Leia todo a matéria em: http://oglobo.globo.com/cultura/revista-da-tv/13-reasons-why-vira-alvo-de-polemica-levanta-questao-como-ficcao-deve-abordar-suicidio-21189561 (Só cuidado com spoilers se você ainda não assistiu a série).

Opinião particular minha, a série é incrível, CHOCANTE/MARCANTE , mas como disse anteriormente, eu achei sim que faltou um pouco de cuidado, porque para pessoas que não sofrem com esse a série é uma série sensacional, mas para pessoas depressivas e com algum distúrbio emocional/mental sim a série é perigosa. Então, se você é adolescente, antes de assistir a série converse com seus pais, com um amigo ou com alguém que confie.

Outra coisa que a série “incentiva”, é que a pessoa que comete o suicídio deixe alguma coisa (no caso da série fitas) dizendo os motivos pelo qual ela cometeu o suicídio, e culpando alguém pelo feito. Uma coisa é certa, muita gente é afetada pelo resto da vida quando alguém próximo se mata.


Amores, o tema é extenso e poderia dizer muitas coisas ainda sobre o assunto, mas como disse no começo essa não é a última vez que vou falar sobre o assunto.

Ainda vamos conversar muito sobre isso, se vocês quiserem mais assuntos como esse compartilhem comentem e mais, se você conhece alguém que esta pensando em tirar a própria vida ou se você já pensou ou pensa em fazer isso, não faça isso, a vida tem muita coisa boa pra viver, coisas ruins que você não planejou acontecer na vida, mas sempre, sempre tem uma saída, por mais difícil que pareça, acredite em mim, já passei por coisas bem difíceis que ninguém sabe, mas por mais difícil que pareça conviver com algumas coisas da nossa vida isso nos serve como experiência, para ajudar quem precisar, hoje consigo ajudar pessoas que nunca me viram simplesmente confiaram em mim. Então acredite, um dia você vai ser o socorro de alguém.


Um beijo, fiquem com Deus e até a próxima!!!

5 thoughts on “Porquês? #paposério”

  1. Débora, que texto rico! As informações foram muito bem colocadas, respondendo várias perguntas e contendo vários detalhes que podem auxiliar as pessoas a ajudarem e a procurarem ajuda. Quanto a 13 Reasons Why, ainda estou digerindo. Vi a série, achei chocante e me pergunto ainda qual seria o impacto da série sobre a mente de alguém que já tenha pensado em tirar a própria vida. Há um texto que me impactou muito a respeito disso. Vou deixar aqui para que você possa ler (http://desancorando.com.br/2017/04/17/nao-leia-os-comentarios-a-vez-que-eu-viralizei/).

    Enfim, obrigada pelo conteúdo informativo e responsável. Parabéns pelo blog. Sucesso!

    http://www.umtracoqualquer.com

    1. Nossa Laysla muito obrigado, é bom saber que as informações podem ajudar alguém, espero mesmo que possa ajudar, acredito que muita gente esta precisando de ajuda e se através deste post puder ajudar alguém ficarei muito feliz.

      Obrigada pelo comentário.

  2. Aí está um assunto tabu. Quase Ninguém da muita importância para esse tema mas ele já é realidade é praticamente atinge todos ao nosso redor. Temos que cuidar com o que postamos e ajudar o próximo. Parabéns pelo post.

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