T.O.C (Transtorno obsessivo compulsivo) #paposério

Olá amores, tudo bem com vocês?

Hoje mais um #paposério, e hoje vamos falar sobre um assunto que muita gente não entende e acha que qualquer “frescurinha” pode se dar o no de T.O.C e não é assim. O T.O.C é um problema de saúde sério que atrapalha muito a vida e o dia a dia de quem possui esse problema.

Pra começo de conversa, como eu já disse, o T.O.C (transtorno obsessivo compulsivo) é uma DOENÇA, entenda que isso atrapalha e muito, porque a rotina da pessoa gira em torno do T.O.C ela desenvolveu.

Exemplo:

Lavar as mão várias vezes ao dia, mais do que o necessário, e junto com isso não tocar em pessoas ou objetos que não sejam os dela pelo medo de se contaminar, não usa banheiro que não seja o seu, tem obsessão por limpeza de todos os tipos e formas. (Esse é um das centenas de coisas que uma pessoa com T.O.C faz) e não é porque ela quer ser assim, isso é um problema que pode vir da genética, problemas neurológicos, medicamento que ativam o O.C , mudança na fisiologia cerebral e muitas outras causas.

Mas vamos partir do principio pra você entender exatamente tudo sobre esse problema.

Os diferentes tipos de Transtorno Obsessivo-Compulsivo

Tradicionalmente, tem sido pensado que existem quatro categorias principais de Transtorno Obsessivo-Compulsivo (T.O.C), bem como inúmeros sub-tipos da doença dentro de cada categoria. No entanto, tipicamente uma pessoa O.C.D vai cair em uma das seguintes quatro áreas.

• Checagem – Saber seu histórico

• Contaminação / Contaminação Mental – Quando começou

• Acumulação – Se existe outras manias

• Ruminações / pensamentos intrusivos – Intensidade da ansiedade

Essa lista classifica as formas mais comuns de T.O.C e alguns dos receios associados a eles. Ele não é de forma alguma uma lista exaustiva e sempre haverá formas de T.O.C que não tenham aqui e obsessões ou compulsões que não estão inscritas. No entanto isso não significa que ele definitivamente não é T.O.C. Lembre-se – se você está enfrentando angustiantes e obsessões e compulsões indesejadas, que têm impacto significativo em seu funcionamento diário, isto poderia representar um componente principal no diagnóstico clínico de Transtorno Obsessivo-Compulsivo.

Transtorno Obsessivo Compulsivo é diagnosticado quando as obsessões e compulsões:

1- Consumir quantidades excessivas de tempo (cerca de uma hora ou mais).

2- Causam sofrimento significativo e angústia.

3- Interferir com o funcionamento diário em casa, trabalho, escola, ou, ou interferir com as atividades sociais / familiares vida / relacionamentos.

Tipos de T.O.C:

Verificação 

A necessidade de verificar é a compulsão, o medo obsessivo poderia ser a de evitar danos, incêndio, vazamentos ou danos. Verificação comum inclui:

1- Gás ou elétricos botões do fogão (medo de causar explosão e, portanto, da casa para queimar).

2- Torneiras de água (medo de inundações e danificar propriedade insubstituíveis itens preciosos).

3- Fechaduras (medo de permitir que um ladrão possa arrombar e roubar ou causar danos).

4- Casa do alarme (medo de permitir que um ladrão possa arrombar e roubar ou causar danos).

5- Janelas (medo de permitir que um ladrão possa arrombar e roubar ou causar danos).

6 Eletrodomésticos (medo causar curtos e assim incendiar a casa).

7- Luzes da casa (medo de causar incêndio).

8- Portas do carro (medo do carro ser roubado).

9- Releituras de cartas postais e cartões de cumprimentos antes de vedação / discussão (medo de escrever algo inadequado ou ofensivo).

10- Velas (medo de causar incêndio).

11- Não dirigir (medo de causar um acidente).

12- Carteira ou bolsa (medo de perder coisas importantes cartões bancários e documentos).

13- Doenças e sintomas online (medo de desenvolver uma doença, verificação constante dos sintomas).

14- Pessoas (medo de que algo ruim aconteça a um ente querido)

15- Garantia (medo de dizer ou fazer algo para ofender ou perturbar um ente querido).

16- Releituras de palavras ou linhas de um livro diversas vezes (medo de não tomar muita informação ou faltar algo importante do texto).

17- Os sintomas da esquizofrenia (medo de que o T.O.C é um precursor para a esquizofrenia que irá levá-los a perder o controle).

A verificação é realizada por várias vezes, e outras centenas de vezes, e por horas a fio, resultando no atraso da pessoa para o trabalho, datas e outros compromissos. Isso pode ter um sério impacto sobre a capacidade de uma pessoa para manter os postos de trabalhos e relacionamentos. A verificação também pode causar danos aos objetos que são constantemente verificados.

Contaminação 

A necessidade de limpar e lavar são a compulsão, o medo obsessivo em que algo esteja contaminado e/ou podem causar doenças e, finalmente, a morte, a um ente querido ou a si mesmo.

1- Usando banheiros públicos (medo de contrair germes de outras pessoas).

2- Entrar em contato com produtos químicos (medo de contaminação).

3- Agitando as mãos (medo de contrair germes de outras pessoas).

4- Tocar maçanetas / puxadores (medo de contrair germes de outras pessoas).

5- Usando telefones públicos (medo de contrair germes de outras pessoas).

6- Espera no consultório de um médico de clínica geral (medo de contrair germes e doenças de outras pessoas).

7- Hospitais visitantes (medo de contrair germes e doença de outras pessoas).

8- Comer em um café / restaurante (medo de contrair germes de outras pessoas).

9- Lavar roupas em uma lavanderia (medo de contrair germes de outras pessoas).

10- Corrimões e parapeitos de escadas (medo de contrair germes de outras pessoas).

11- Tocando (medo de contrair germes de outras pessoas).

12- Estar em uma multidão (medo de contrair germes de outras pessoas).

13- Evitar objetos vermelhos e manchas (medo de contrair o HIV / SIDA de sangue como manchas).

14- Roupas (ter que sacudir roupas para remover as células mortas da pele, medo de contaminação).

15- Escovação excessiva dos dentes (medo de deixar restos minutos de aftosa).

16- Limpeza constante de cozinha e banheiro (medo de germes sendo espalhado para a família).

A limpeza ou lavagem é realizada por várias vezes, muitas dessas vezes acompanhadas de rituais repetitivos da mão ou do corpo de lavar até que a pessoa “sinta” que está limpo, ao invés de alguém sem o T.O.C, que vai lavar ou limpar uma vez, até “ver” que eles estão impecáveis.

Com o tempo isso pode ter um sério impacto sobre a capacidade de uma pessoa, para manter os postos de trabalhos e relacionamentos, e há também um impacto na saúde física por causa da constante lavagem e limpeza de pele, especialmente nas mãos. Uma pessoa pode também evitar lugares que anteriormente se experimentou temores de contaminação. Há também uma implicação nos custos de utilização constante e compra de produtos de limpeza, e também de artigos (especialmente eléctrica) que são danificados através de lesão de líquido em excesso.

Contaminação Mental para além do tipo mais conhecido de contaminação, que é normalmente considerado ser a imagem de estereótipo de T.O.C, envolvendo alguém que lave as mãos repetidamente após entrarem em contato com os objetos ou ambientes potencialmente sujos, há também um menor óbvio formulário chamado “contaminação mental”.

Os sentimentos de contaminação mental, compartilha algumas qualidades com a contaminação contato, mas têm algumas características distintas. Sentimentos de contaminação mental pode ser evocada por vezes, quando uma pessoa, talvez, se sentiu mal tratada, física ou mentalmente, através de observações críticas ou verbalmente abusivo. É quase como a forma que eles se sentem com a sujeira, o que cria um sentimento de impureza interna mesmo na ausência de qualquer contato físico com um objeto perigoso/sujo. Uma característica distinta da contaminação mental é que a fonte é quase sempre humana, ao contrário da contaminação de contato que é causada por contato físico com objetos inanimados.

A pessoa vai se envolver em tentativas repetitivas e compulsivas para lavar a sujeira longe de tomar banho e lavar roupa que é onde as semelhanças com o tradicional retorno contaminação T.O.C.

Acumulação:

Outra obsessão considerada parte do “T.O.C” é a incapacidade de descartar bens inúteis ou desgastados, comumente referidos como ‘acumulação’.

No passado, foi sugerido que a acumulação, como um subtipo de T.O.C, podem ser menos sensíveis ao tratamento do que outras formas. No entanto, como resultado de pesquisas mais recentes, e devido a uma maior compreensão deste problema, há agora evidência significativa para sugerir que o tratamento pode ser tão eficaz para este tipo de T.O.C, tal como com os outros.

“Ruminação”:

Ruminações é um termo frequentemente usado para descrever todos os pensamentos obsessivos intrusivos, mas isso é enganoso. No contexto de uma ruminação T.O.C é realmente um trem de pensamento prolongado sobre uma questão ou tema que é indireta e improdutiva. Ao contrário de pensamentos obsessivos, ruminações não são desagradáveis, são favorecidas e não resistentes. Ruminações muitos debruçam sobre temas religiosos, filosóficos, ou metafísicos, como as origens do universo, a vida após a morte, a natureza da moralidade, e assim por diante.

Exemplo pode ser alguém que rumina sobre o que iria acontecer com eles depois da morte. Ele pensar as várias possibilidades teóricas, visualizar cenas do inferno, céu, e de outros mundos e tentar lembrar o que os filósofos e cientistas disseram sobre a morte.

Porque os pensamentos intrusivos são repetitivos e não voluntariamente produzidos, eles causam o sofrimento sofredor extremo – a ideia de que eles são capazes de ter tais pensamentos em primeiro lugar pode ser horrível. No entanto, o que nós sabemos é que as pessoas com Transtorno Obsessivo Compulsivo são as pessoas menos prováveis para realmente agir sobre os pensamentos o grau de ansiedade não lhe permite a pensar com tranquilidade o que fazer e como corrigir.

Pensamentos de relacionamento intrusivos 

Dúvidas obsessivas sobre a adequação de um relacionamento, um parceiro ou a própria sexualidade são o foco principal para os pensamentos obsessivos. Pensamentos obsessivos incluem:

• Constantemente analisando a profundidade dos sentimentos para com o parceiro, colocando o parceiro e a relação sob um microscópio e encontrar a falha.

• Constantemente a necessidade de buscar confiança e aprovação de um parceiro.

• Dúvidas de que um parceiro está sendo fiel.

• Dúvidas se pode enganar seu parceiro.

• Questionar a própria sexualidade, e ter sentimentos, pensamentos e impulsos sobre ser atraídos por membros do mesmo sexo.

A constante análise e questionamento da relação e parceiro muitas vezes coloca muita pressão sobre a relação e o resultado é uma pessoa com T.O.C, muitas vezes terminar o relacionamento para livrar-se da dúvida e ansiedade, que normalmente é muitas vezes repetido com qualquer relacionamento posterior.

Sexuais pensamentos intrusivos:

Pensamentos obsessivos podem involuntariamente causar danos sexuais inadequados (ou seja, para as crianças) não intencional, ou o questionamento constante da própria sexualidade são os principais focos para essas dúvidas obsessivas. Pensamentos obsessivos podem incluir:

• Temendo ser um pedófilo e sendo sexualmente atraídos por crianças.

• Temendo ser sexualmente atraídos por membros da própria família.

• Temendo ser atraídos por membros do mesmo sexo (homossexual T.O.C).

• Pensamentos sobre tocar uma criança inadequadamente.

• Intrusivos pensamentos sexuais sobre Deus, santos ou, figuras religiosas.

A análise constante e questionamento de suas próprias preferências sexuais, ou o pensamento de ser atraído para uma criança, são, talvez, dois dos aspectos mais mentalmente perturbadores de T.O.C e, por causa da natureza dos pensamentos, muitos doentes relutam em procurar ajuda de profissionais de saúde, temendo que eles podem ser rotulados.

Uma pessoa que experimenta estes tipos de pensamentos intrusivos vai evitar lugares públicos, como shopping centers, em uma tentativa de evitar entrar em contato com as crianças. Eles também podem evitar gastar tempo com os membros mais jovens da família. Para um pai com esta forma da doença irá evitar tomar banho e abraçar os seus próprios filhos, que pode levar a um sofrimento emocional para as crianças e pais

Pensamentos intrusivos/pensamento mágico – o medo é que, mesmo pensando em algo ruim vai torná-lo mais provável de acontecer – às vezes também chamado de “fusão pensamento-ação”. 

Religiosos pensamentos intrusivos 

T.O.C frequentemente se fixa em áreas de grande importância, sensibilidade, religião e questões de prática religiosa são os principais candidatos para T.O.C. Às vezes referido como escrupulosidade, pensamentos religiosos intrusivos incluem:

• Pecados cometidos nunca será perdoado por Deus e um vai para o inferno.

• Uma vai ter maus pensamentos em um edifício religioso.

• Um vai gritar palavras de blasfemas alto em um local religioso.

• Orações foram omitidos ou recitado incorretamente.

• Algumas orações deve ser dito uma e outra vez.

• Objetos religiosos precisam ser tocado ou beijou várias vezes.

• Um está sempre fazendo algo pecaminoso.

• Repetitivos pensamentos blasfemos.

• Que a pessoa perdeu o contato com Deus ou suas crenças, de alguma forma.

• Pensamentos sexuais intrusivos sobre Deus, santos ou, figuras religiosas.

• Que a pessoa tenha quebrado as leis religiosas sobre discurso, vestido ou modéstia.

• Maus pensamentos intrusivos que ocorrem durante a oração vai contaminar e arruinar ou cancelar o valor dessas atividades.

A constante análise e questionamento da fé de uma pessoa coloca muita pressão em suas crenças e impede a pessoa de paz decorrente de sua religião. Como resultado, eles, muitas vezes, evitam a igreja e toda a prática religiosa por medo de seus pensamentos.

Violentos pensamentos intrusivos:

Medos obsessivos de realização de atos violentos contra os entes queridos ou de outras pessoas. Pensamentos intrusivos incluem:

• Violentamente prejudicar as crianças ou entes queridos.

• Matar pessoas inocentes.

• Utilizando facas de cozinha e outros objetos pontiagudos (compulsão irá incluir bloqueio longe facas e objetos cortantes).

• Saltando na frente de um trem ou ônibus em movimento rápido.

• Envenenar a comida de entes queridos (compulsão inclui evitar cozinhar para a família).

• Agindo sobre impulsos indesejados, por exemplo, executar alguém, apunhalando alguém.

• Pensamentos sobre acidentalmente tocar em alguém de forma inadequada, com o objetivo de prejudicá-los.

A maioria dos doentes com estes tipos de medos, muitas vezes acabam rotulando-se como uma pessoa má, simplesmente por ter os pensamentos. Eles acreditam erroneamente que ter os pensamentos significa que eles são capazes de agir sobre eles. A análise constante e questionar estes aspectos perturbadores do T.O.C se torna incrivelmente perturbador e por causa da natureza dos pensamentos muitos doentes relutam em se abrir para os profissionais de saúde para buscar ajuda, temendo que eles podem ser rotulados.

Uma pessoa com esses tipos de pensamentos intrusivos vai evitar locais públicos, como shopping centers e outros lugares, onde a interação social pode ser necessárias, para evitar o contato próximo com pessoas que podem desencadear os pensamentos obsessivos.

Para quem sofre e não sofrem tanto, os pensamentos e medos relacionados ao T.O.C muitas vezes pode parecer profundamente chocante. Deve-se ressaltar, no entanto, que eles são apenas pensamentos, e eles não são voluntariamente produzidos. Nem são fantasias ou impulsos que serão postos em prática. É o grau de ansiedade que não lhes permite enxergar

Existem algumas siglas que são utilizadas, mas que podem ser bem confusas também. É importante notar que essas siglas não têm significado oficial médica e têm sido muitas vezes confundido para significar coisas diferentes para pessoas diferentes, por exemplo, R.O.C.D pode ser religioso ou T.O.C a relação, a sigla D.C.P.O pós-parto pode ser T.O.C a pedofilia, dependendo de quem você perguntar .

Essa confusão leva a atrasos no tratamento, onde uma pessoa vai procurar especialistas em D.C.P.O, mas são incapazes de encontrar qualquer, como D.C.P.O não é um termo médico reconhecido. É possível também que pensar na doença a ser algo diferente do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (T.O.C) também podem impedir o progresso na compreensão e combater a doença, especialmente se o T.O.C depois muda disfarce camaleão.

Para fins informativos as siglas são comumente entendidas para se referir a:

• H.O.C.D – T.O.C Homossexual

• D.C.P.O – T.O.C pedófilo  (mas também amplamente utilizado para descrever TOC pré-natal e pós-parto)

• R.O.C.D – T.O.C Relação

O que é T.O.C?

O T.O.C (Transtorno Obsessivo-Compulsivo) é um transtorno mental incluído pela classificação da Associação Psiquiátrica Americana entre os chamados transtornos de ansiedade.Está classificado ao lado das fobias (medo de lugares fechados, elevadores, pequenos animais – como ratos ou insetos), da fobia social (medo de expor-se em público ou diante de outras pessoas), do transtorno de pânico (ataques súbitos de ansiedade e medo de frequentar os lugares onde ocorreram os ataques), etc. Os sintomas do T.O.C envolvem alterações do comportamento (rituais ou compulsões, repetições, evitações), dos pensamentos (preocupações excessivas, dúvidas, pensamentos de conteúdo impróprio ou “ruim”, obsessões) e das emoções (medo, desconforto, aflição, culpa, depressão). Sua característica principal, como já comentamos, é a presença de obsessões e/ou compulsões ou rituais. Além disso, os portadores do T.O.C sofrem de muitos medos (de contrair doenças, de cometer falha, de serem responsáveis por acidentes). Em razão desses medos, evitam as situações que possam provocá-los comportamento chamado de evitação. As evitações, embora não específicas do T.O.C, são, em grande parte, as responsáveis pelas limitações que o transtorno acarreta. Esses são os sintomas-chave do T.O.C.

O QUE SÃO OBSESSÕES?

Obsessões são pensamentos, idéias, imagens, palavras, frases, números ou impulsos que invadem a consciência de forma repetitiva e persistente. Sentidos como estranhos ou impróprios, geralmente são acompanhados de medo, angústia, culpa ou desprazer. O indivíduo obsessivo, mesmo desejando ou se esforçando, não consegue afastá-las ou suprimi-las de sua mente. Apesar de serem consideradas absurdas ou ilógicas, as obsessões causam aflição e levam a pessoa a fazer algo (rituais ou compulsões) ou a evitar fazê-lo (evitações) para livrar-se do medo ou do desconforto. As obsessões mais comuns se relacionam aos seguintes aspectos:

• sujeira, contaminação
• dúvidas
• simetria, perfeição, exatidão ou alinhamento
• impulsos ou pensamentos de ferir, insultar ou agredir outras pessoas
• sexo ou obscenidades
• armazenar, poupar, guardar coisas inúteis ou economizar
• preocupações com doenças ou com o corpo
• religião (pecado, culpa, escrúpulos, sacrilégios ou blasfêmias)
• pensamento mágico (números especiais, cores, datas e horários)

OBSESSÕES MAIS COMUNS:

Preocupação com sujeira, contaminação, limpeza, doenças e evitações.

Dentre as obsessões mais comuns, está a preocupação excessiva com sujeira ou contaminação, seguida de rituais de limpeza, como evitar tocar em objetos, usar utensílios, frequentar lugares considerados sujos ou contaminados. O conjunto desses comportamentos forma o sintoma mais comum no T.O.C. A manifestação ocorre sob diversas formas, como as relacionadas a seguir:

• lavar as mãos inúmeras vezes ao dia;
• trocar excessivamente de roupa;
• lavar imediatamente as roupas que tenham sido usadas fora de casa (mesmo limpas);
• não encostar roupas usadas nas roupas limpas dentro do guarda-roupa;
• lavar as mãos imediatamente ao chegar da rua;
• usar sabão, desinfetante ou detergente de forma excessiva;
• tomar banhos excessivamente demorados, eventualmente usando álcool;
• esfregar demasiadamente a pele;
• evitar sentar em salas de espera de clínicas ou hospitais (principalmente em lugares especializados em câncer ou AIDS);
• não apertar a mão de desconhecidos ou não beijá-los;
• não tocar em trincos de portas, corrimãos, tampas de vasos de banheiro (ou usar um lenço ou papel para tocá-los);
• não usar toalhas ou lençóis de hotéis;
• passar o guardanapo nas louças ou talheres do restaurante antes de servir-se;
• não sentar em bancos de praça ou coletivos;
• não usar telefones públicos;
• não cumprimentar determinadas pessoas (mendigos, aidéticos, pessoas com câncer, etc.);
• não utilizar banheiros em shoppings, cinemas, aviões ou ônibus;
• evitar pisar no tapete ou piso do banheiro em casa ou no escritório;
• não frequentar piscinas coletivas;
• isolar compartimentos e impedir o acesso dos familiares quando estes chegam da rua sem que tirem os sapatos ou tomem banho;
• restringir o contato com sofás (cobri-los com lençóis, não sentar com a roupa da rua ou com o pijama).

 Na verdade, a preocupação com germes, doenças e contaminação é o tema dominante nos pensamentos e preocupações dessas pessoas. Elas os transformam em cuidados e precauções excessivas e impõem esses cuidados aos demais membros da família. Uma paciente, por exemplo, obrigava seus familiares a trocarem a roupa ou os sapatos para entrar em casa; outra obrigava o marido a tomar um banho imediatamente antes das relações sexuais; uma terceira obrigava o marido a lavar a boca antes de lhe dar um beijo ao chegar da rua e uma outra exigia que seu filho de dois anos usasse luvas para abrir a porta. Essas exigências causavam conflitos constantes, o que comprometia a harmonia conjugal e familiar.

Dúvidas, medo de falhar e necessidade de fazer verificações.

Uma das preocupações mais comuns no T.O.C relaciona-se à possibilidade de falhar e, em conseqüência, ocorrer algum desastre ou dano. Tal preocupação se manifesta sob a forma de dúvidas, as quais, por sua vez, levam a pessoa a realizar verificações repetidas. Alguns exemplos estão listados no quadro a seguir:

• medo de incendiar a casa por deixar um eletrodoméstico ligado (ferro de passar, fogão, chapinha de alisar cabelos) ou o gás aberto, seguido da necessidade de verificar se os aparelhos ficaram ligados ou não;
• medo de a casa inundar porque a torneira não ficou bem fechada, seguido da necessidade de apertá-la (às vezes de forma demasiada, a ponto de quebrá-la) ou de passar a mão por baixo para se certificar de que não está saindo nenhuma gota de água;
• medo de que um ladrão entre na casa pelo fato de as janelas e portas não terem ficado bem fechadas, associado à necessidade de verificá-las repetidas vezes;
• medo de extraviar documentos ou de sair sem eles, de esquecer de desligar o celular de ter perdido as chaves do carro, seguido da necessidade de verificar repetidamente a bolsa ou o celular;
• medo de que o carro seja roubado por não ter fechado bem as portas, seguido da necessidade de testar cada uma delas mesmo ao ver que os pinos de segurança estão abaixados. A hora de deitar e de sair de casa são oportunidades particularmente propícias para fazer verificações.

Quando o sofrimento associado à dúvida é muito grande, alguns portadores do T.O.C simplesmente se esquivam de situações de responsabilidade. Preferem não sentir a necessidade de realizar verificações, evitando, por exemplo, sair por último do local do trabalho, não sendo, assim, responsáveis por desligar os equipamentos ou por fechar as portas. As verificações, como se observa, são geralmente precedidas por dúvidas e preocupações com falhas e se destinam a eliminá-las. É comum que, além de fazer as repetições, os pacientes toquem ou olhem os objetos demoradamente. Esses comportamentos não deixam de ser formas sutis de verificação e de eliminação de dúvidas.

 As compulsões associadas as dúvidas também podem ser mentais, como reler várias vezes um texto ou parágrafo e recitá-lo mentalmente para ver se foi memorizado corretamente, visualizar repetidamente uma mesma cena ou, ainda, repetir mentalmente uma conversa para garantir que nenhum detalhe tenha sido esquecido. Acredita-se que certas características pessoais, como um senso exagerado de responsabilidade, a necessidade de ter certeza e um elevado nível de exigência (perfeccionismo), por exemplo, desempenhem um papel importante no surgimento das obsessões de dúvida e da necessidade de executar verificações.

Obsessões de conteúdo sexual, agressivo ou catastrófico:

São comuns no T.O.C os chamados “pensamentos horríveis”, “maus pensamentos” ou simplesmente pensamentos impróprios. Os mais comuns envolvem cenas ou imagens de conteúdo sexual, como molestar sexualmente uma criança, ter uma relação homossexual com um irmão, pai, tio, etc., ou visualizar uma cena sexual envolvendo Jesus Cristo, a Virgem Maria, ou os santos. O paciente fica chocado com as cenas e tenta afastá-las, sem sucesso, da mente. Passa, então, a vigiar os próprios pensamentos. E quanto mais se preocupa em afastá-los, mais eles invadem a mente, em um efeito contrário. Eventualmente, executa um ritual, como tomar banho, confessar-se com um sacerdote, trocar de roupa, rezar uma oração determinado número de vezes para sentir-se aliviado, ou repetir determinada palavra cujo conteúdo seja contrário ao do pensamento invasivo.

Também são comuns pensamentos catastróficos. Assim, um pensamento involuntário sobre acidentes passa a indicar a possibilidade de o acidente acontecer com alguém da família que, naquele momento, esteja viajando. “O fato de eu pensar indica que o fato pode acontecer, e eu tenho que tomar todas as medidas necessárias para impedir esse acontecimento”. Esse é o raciocínio dos pacientes. Outro exemplo: se de fato ocorreu um acidente e, por azar, um pensamento desse tipo havia anteriormente passado pela cabeça do paciente, ele vai interpretar que o fato de ter pensado provocou o evento, ou seja, o fato ocorreu porque ele pensou.

Dentre os pensamentos horríveis, são bastante comuns cenas de conteúdo agressivo. Alguns exemplos:

• uma pessoa ser atropelada e estraçalhada por um ônibus, com pedaços de membros saltando a distância;
• empurrar o bebê pela janela do edifício;
• empurrar o carrinho do bebê na escada rolante do shopping;
• intoxicar o filho com venenos domésticos, como raticidas ou gás;
• empurrar alguém escadaria abaixo;
• dar um soco na noiva ao cumprimentá-la no final da cerimônia do casamento;
• cravar uma faca no peito do esposo quando ele chegar em casa do trabalho, etc.

Como forma de diminuir essas obsessões, os portadores do TOC procuram afastá-las da cabeça por meio de medidas de precaução. Assim, evitam segurar o filho no colo perto de janelas, subir escadarias próximo a outras pessoas e escondem todas as facas da casa, jamais utilizando-as, ou simplesmente evitam olhá-las ou aproximar-se delas, principalmente na frente do cônjuge.

COMO AS OBSESSÕES SE ORIGINAM?

Nossa mente é quase que permanentemente invadida ou “bombardeada” por pensamentos involuntários, também chamados de pensamentos intrusivos, intrusões ou pensamentos automáticos. Essas “invasões” são normais ocorrem espontaneamente e, da mesma forma que surgem, desaparecem; não acarretam preocupação para as pessoas que não dão importância a elas, facilmente são esquecidas, fazendo parte da atividade mental normal. Entretanto, para alguns indivíduos mais sensíveis, a ocorrência de alguns desses pensamentos (por exemplo, conteúdo agressivo, obsceno ou sexual) é interpretada a partir de um significado especial, como, por exemplo, de que a pessoa possa vir a cometer um ato criminoso ou moralmente inaceitável. Acredita-se que essa interpretação errônea, em razão da aflição que provoca, faça com que certos pensamentos intrusivos normais se transformem em obsessões, levando a pessoa a agir (fazer um ritual ou evitar) no sentido de diminuir as conseqüências desastrosas imaginadas e a aflição sentida.

O QUE SÃO COMPULSÕES OU RITUAIS?

Compulsões ou rituais são comportamentos ou atos mentais voluntários e repetitivos executados em resposta a obsessões ou em virtude de regras que devem ser seguidas rigidamente. Os exemplos mais comuns são lavar as mãos, fazer verificações, contar, repetir frases ou números, alinhar, guardar ou armazenar, repetir perguntas, etc. As compulsões aliviam momentaneamente a ansiedade, levando o indivíduo a executá-las toda vez que sua mente é invadida por uma obsessão acompanhada de aflição. Nem sempre têm conexão realística com o que desejam prevenir (p ex., alinhar os chinelos ao lado da cama antes de deitar para que não aconteça algo de ruim no dia seguinte; dar três batidas em uma pedra da calçada ao sair de casa, para que a mãe não adoeça). Nesse caso, os rituais são chamados de mágicos.

Os dois termos (compulsões e rituais) são utilizados praticamente como sinônimos, embora o termo “ritual” possa gerar alguma confusão na medida em que as religiões, de forma geral, adotam comportamentos repetitivos e contagens nas suas práticas: ajoelhar-se três vezes, rezar seis ave-marias, ladainhas. Existem rituais para batizados, casamentos, funerais, etc. Além disso, certos costumes culturais, como a cerimônia do chá entre os japoneses, o cachimbo da paz entre os índios, ou um funeral com honras militares, envolvem ritos que lembram as compulsões do T.O.C. Por esse motivo; há certa preferência para o termo “compulsão” quando se fala em T.O.C.

As compulsões mais comuns são:

• de lavagem ou limpeza
• verificações ou controle
• repetições ou confirmações
• contagens
• ordem, arranjo, simetria, seqüência ou alinhamento
• acumular, guardar ou colecionar coisas inúteis
• compulsões mentais: rezar, repetir palavras, frases, números
• diversas: tocar, olhar, bater de leve, confessar

COMPULSÕES MENTAIS

Algumas compulsões não são percebidas pelas demais pessoas, pois se desenvolvem mentalmente e não mediante comportamentos motores, observáveis. Elas têm a mesma finalidade: reduzir a aflição associada a um pensamento. Alguns exemplos:

• repetir palavras especiais ou frases
• rezar
• relembrar cenas ou imagens
• contar ou repetir números
• fazer listas
• marcar datas
• tentar afastar pensamentos indesejáveis, substituindo-os por pensamentos contrários

Repetições, contagens, ordem e seqüência

Contar mentalmente é bastante comum em momentos de ansiedade. Enquanto você espera o resultado do vestibular no saguão da faculdade ou aguarda na fila do banco ou na sala de recepção do seu médico, mentalmente você passa a contar os quadros na parede, o número de janelas do prédio, de pessoas na fila, ou fica assoviando repetidamente uma música. Essas contagens e repetições são normais, porque, se você desejar, pode interrompê-las sem ficar aflito.

Além disso, em portadores do T.O.C, é comum a necessidade de contar as janelas dos edifícios ou ler as placas dos carros na rua, repetir uma reza um número exato de vezes antes de deitar, lavar cada lado do corpo ou escovar os dentes três vezes (em uma determinada seqüência ou de acordo com uma certa regra), ter que entrar no edifício ou em casa fazendo sempre o mesmo trajeto. A sensação é de que algo ruim poderá acontecer, e somente fazendo as coisas dessa forma você conseguirá impedir o pior. Essas repetições podem tomar muito tempo. Você, então, passa a não sair mais de casa sem tê-las executado. E, se por acaso se distrai, erra a contagem ou não segue exatamente a seqüência estabelecida, recomeça tudo, o que faz com que se sinta um verdadeiro prisioneiro de seus medos.

Exemplos: uma paciente, ao entrar em casa, sentia-se obrigada a contar os quadros da sala em uma determinada ordem (sempre a mesma); outro paciente tinha uma detalhada seqüência de procedimentos antes do banho: alinhava as roupas em uma certa ordem sobre uma banqueta, colocava o tapete de borracha exatamente no centro do boxe e alinhava outro tapete do lado de fora, consumindo entre 10 e 15 minutos nesse ritual.

Guardar ou colecionar objetos inúteis

Guardar papéis ou recortes de jornais pode ser útil em algumas circunstâncias. Porém, ter prateleiras ou até peças da casa cheias de caixas de sapato, embalagens e garrafas de plástico vazias, contas vencidas e pagas há muito tempo, roupas que não servem mais ou que estão fora de moda, sapatos que não serão mais usados, etc., pode caracterizar um sintoma do T.O.C: o colecionismo, ou seja, a tendência a guardar e armazenar coisas inúteis.

Lentidão obsessiva

É comum, em portadores do T.O.C, a lentidão ao executar tarefas. Essa lentidão pode ocorrer em virtude de repetições (tirar e colocar a roupa várias vezes, sentar e levantar, sair e entrar, etc.), de verificações (trabalho, listas, documentos) ou do adiamento de tarefas devido à indecisão.

A ORIGEM DAS COMPULSÕES:

Hoje em dia acredita-se que as compulsões existam em razão das obsessões: são realizadas com a finalidade de aliviar ou neutralizar a aflição, o desconforto e o medo que acompanham as obsessões. Certas compulsões (como dar uma olhada para o lado, tocar, raspar, estalar os dedos, fechar as mãos com força, etc.) são realizadas sem que nenhum pensamento as preceda. Trata-se apenas de uma sensação de desconforto ou tensão física que necessita ser aliviada ou descarregada.

HIPERVIGILÂNCIA:

Atualmente, sabe-se que a hipervigilância aumenta a freqüência e a intensidade das obsessões. Assim, o esforço constante feito pelo portador do T.O.C para neutralizar as obsessões, ficar permanentemente com a atenção focalizada em certos temas ou vigiar permanentemente objetos, situações, lugares ou pessoas que as possam desencadear constituem exemplos desse tipo de comportamento. Esforçar-se por afastar um pensamento ruim exerce, por vezes, o efeito contrário: faz com que ele ocorra ainda mais intensa e freqüentemente. É como diz o ditado: “quanto mais se pensa no demônio, mais ele aparece”, ou quanto mais a pessoa se preocupa com sujeira, mais vê sujeira. Um dos meus pacientes tinha obsessões por mosquitos. A primeira coisa que fazia ao chegar em casa era revisar o seu quarto (atrás da cama, dentro dos armários, atrás dos livros) à procura desses insetos. Chegou a uma sessão triunfante: “Matei 102 ontem à noite. E o curioso é que na minha, casa só eu vejo mosquitos!”.

Para terminar: Como identificar se uma pessoa tem T.O.C?

A doença das manias

Lavar as mãos várias vezes ou passar o tempo todo preocupado com a limpeza da casa pode não ser só preocupação com a higiene. Quando os hábitos, quaisquer que sejam, deixam de ser saudáveis e passam a ser obrigação, cuidado: pode ser transtorno obsessivo compulsivo (T.O.C), uma doença que requer tratamento.

Esse é o segundo distúrbio mais comum do mundo, atrás apenas da depressão. No Brasil, estima-se que 4,5 milhões de pessoas sofram com esse transtorno. Uma mania só não indica necessariamente que a pessoa sofra da doença. O que caracteriza o T.O.C são obsessões ou compulsões recorrentes, que consomem tempo e causam sofrimento à pessoa.

O paciente com T.O.C tem medos, desconfortos, pensamentos irracionais e repete atos, acompanhados de ansiedade e mal-estar. E, no fim, vira escrava daquele comportamento. Além dos rituais de limpeza, as principais preocupações dos pacientes com T.O.C envolvem verificação, repetição, contagem, contaminação, agressão, religião, sexo, simetria e coleções.

Quando estes atos ao invés de ajudar ao indivíduo passam a tomar muito tempo do dia e a interferir negativamente na rotina da pessoa, tornam-se doenças. É importante analisar se os tais hábitos repetidos comprometem o rendimento, já que o tempo de trabalho, por exemplo, é gasto com as manias ou com os pensamentos que as envolvem.

O T.O.C é um desajuste na produção de serotonina, substância responsável pela transmissão de dados entre os neurônios. O distúrbio não tem cura, mas o acompanhamento médico facilita o convívio com ele. Em geral, os meninos começam a d

emonstrar sinais do transtorno antes dos dez anos. Já as meninas, mais no final da adolescência. E os sinais passam despercebidos: a lição de casa pode demorar muito tempo para ser feita, já que a caligrafia tem que ser perfeita ou as brincadeiras devem acontecer sempre da mesma forma.

Os portadores da síndrome tendem a escondê-la de amigos, familiares, colegas de trabalho. Afinal, o próprio paciente, quando toma consciência da doença, percebe seus atos e, muitas vezes, sente-se constrangido, tendo a ocultar esta realidade.

E ai, gostaram? Ficou alguma dúvida? Deixe aqui nos comentários.

Um beijo fiquem com Deus e até a próxima!!!

Deixe uma resposta